Fase 02 Em validação
Fase 02

Research de Mercado

Projeto: Migração PrestaShop → ShopifyCliente: CasachaVersão: 1Atualizado: 2026-07-02
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Panorama do setor em que a Casacha atua: e-commerce de aventais profissionais e utensílios de cozinha em aço inox para o food service, atendendo B2B e B2C. Esta fase estuda o mercado, não concorrentes nominais (Fase 03) nem personas (Fase 05). Toda tendência traz fonte: ou é marcada como [inferência], conectando cada achado a um objetivo de negócio da Fase 01.

1. Panorama do Mercado

1.1. O setor comprador (food service) está grande e em expansão

R$ 455 bi
Food service BR em 2024 (ante R$ 416 bi em 2023)
R$ 62,4 bi
Recorde do 2T25
1,37 mi
Estabelecimentos ativos (65% MEI, 94% micro)
  • Food service brasileiro movimentou R$ 455 bilhões em 2024 e projeta crescimento de até 6,25% em 2025. fonte: ANR
  • No 2º trimestre de 2025, recorde histórico de R$ 62,4 bilhões para o período. fonte: Seafood Brasil
  • Mais de 1,37 milhão de estabelecimentos ativos (65% MEI, 94% microempresas), ~4,9 milhões de pessoas empregadas. fonte: Abrasel

Leitura para a Casacha: o universo de compradores-alvo é enorme, pulverizado e majoritariamente micro/pequeno. Valida o modelo híbrido do briefing — B2B que compra como consumidor final, sem portal corporativo pesado (Fase 01 §2.1, §2.4). O perfil MEI/micro reforça a jornada autosserviço e de compra rápida. [inferência sobre a implicação]

1.2. E-commerce brasileiro e a virada mobile

  • E-commerce nacional deve faturar acima de R$ 234 bilhões em 2025 (~+15% a/a), com ~R$ 258 bi em 2026. fonte: edrone
  • 62% das compras online em 2025 foram via mobile; entre 18–34 anos, 93% compram pelo celular. fonte: Anymarket

Leitura para a Casacha: o briefing registra desktop e mobile quase se igualando nos últimos 90 dias (Fase 01 §4.4). O mercado já ultrapassou a paridade — o mobile é majoritário. "Mobile com performance igual ou superior ao desktop" (§16.3) não é diferencial, é requisito. O perfil Chef autônomo/confeiteiro (25–40) pertence à faixa de 93% de compra mobile.

1.3. Canais de venda: o setor migra de marketplace para canal próprio

  • Pequenos negócios operam multicanal: 39% site próprio, 36% loja física, 27% marketplaces/apps. fonte: Dcomercio
  • Comissões de marketplace chegam a 20%, com custo total de até 40% do valor da venda — motor da migração para canal próprio. fonte: Dcomercio
  • Padrão vencedor: marketplace para escala/aquisição, loja própria para margem e recorrência. fonte: 88digital

Leitura para a Casacha: o objetivo central (§2.1 — inverter os 90%/10%) está em sincronia com o mercado. A Casacha segue, com atraso, uma tendência consolidada. Os 90% em marketplaces são exatamente o funil de aquisição que nutre a loja própria.

1.4. Comportamento de compra do setor: recorrência e volume

  • E-commerce B2B lida com tabela de preço por cliente, pedido mínimo, condição de pagamento e recompra recorrente; compradores buscam preços transparentes e descontos por volume sem depender do vendedor. fonte: Shopify

Leitura para a Casacha: confirma a dor central — "achar os itens ideais na quantidade necessária" (§2.2, §4.3) — e o desejo por desconto progressivo por quantidade (§4.2). A recompra recorrente (reposição de aventais/utensílios) é vetor de LTV subaproveitado.

2. Tendências

  1. Mobile-first vira o padrão de fato, não o desejável. fonte → objetivo "mobile igual ou superior ao desktop" (§16.3).
  2. B2B é a camada de e-commerce que mais cresce no Brasil — CAGR projetado de 18,42% até 2031, à frente do B2C. fonte → aposta em compra profissional/por quantidade (§2.2, §4.3).
  3. Diluição da dependência de marketplaces rumo a canais próprios/D2C por margem. fonte → é o objetivo do projeto (§2.1).
  4. IA e automação no e-commerce B2B: assistentes processando pedidos e suporte técnico. fonte → chatbox com IA (§4.2, §11.4).
  5. Precificação por volume transparente e dinâmica: preço por faixa que atualiza no carrinho. fonte → desconto progressivo (§4.2, §2.3).
  6. WhatsApp e social selling como canal central da PME — 64% dos pequenos/médios usam redes sociais como principal canal. fonte → integração de WhatsApp (§4.1, §11.3).

3. Padrões Encontrados

Convenções recorrentes em e-commerces B2B/profissional e de compra por volume:

  • Compra por quantidade facilitada na página de produto: campos de quantidade proeminentes, incremento por caixa/pacote, visão em matriz. fonte: Zigpoll
  • Recompra em 1 clique / modelos de pedido salvos e sugestão de reposição por histórico. fonte: Shopify
  • Preço por faixa transparente, mostrando o próximo patamar de desconto. fonte
  • Migração sempre com mapa de redirecionamentos 301 1:1 de toda URL indexada, priorizando maior tráfego/receita. fonte
  • Preservação de títulos, meta descriptions e estrutura de URL — principal causa de perda de tráfego pós-migração. fonte
  • Frete transparente cedo e barra de progresso para frete grátis — padrão já presente na loja atual (§3.1). [inferência apoiada nas fontes de UX B2B]

4. Boas Práticas (aplicáveis ao projeto)

UX e conversão

  • Ordering em matriz/tabela e multi-seleção para quem compra vários itens de uma vez. fonte
  • Desconto por volume que recalcula ao vivo no carrinho. fonte
  • Reposição rápida (reorder) e templates de pedido para o cliente PJ recorrente. fonte
  • Design totalmente responsivo com entrada ágil e suporte a leitor de tela via ARIA — mobile e acessibilidade juntos. fonte

SEO na migração ponto de altíssimo risco

⚠️

3ª troca de plataforma em pouco tempo (§8.2).

  • Mapa de redirects 301 1:1 de todas as URLs indexadas (produtos, categorias, posts), priorizando as de maior tráfego. Usar 301, nunca 302. fonte
  • Manter títulos, meta descriptions, H1 e estrutura de URL; monitorar robots.txt e sitemap XML. fonte
  • Janela de estabilização de 4–6 semanas e reindexação de até 3 meses — go-live longe de picos de venda. fonte
  • Marcas DTC já perderam 30% do tráfego Google da noite para o dia por erros evitáveis. fonte

Confiança e recorrência

  • Prova social, avaliações reais e suporte acessível aumentam a confiança de compra profissional — o marketplace entrega isso "de graça"; a loja própria precisa reconstruir esse sinal. [inferência apoiada em] → emoções-alvo confiança/segurança (§3.5).

5. Oportunidades (lacunas de mercado a explorar)

  1. Ser a referência online do nicho. Concorrentes sem presença forte online (§3.4), setor comprador enorme e em alta (1.1) → espaço para autoridade de marca e SEO.
  2. Desconto progressivo por quantidade transparente como diferencial direto: público compra por volume, recurso não existe hoje (§3.2), mercado B2B trata como higiene básica.
  3. Recompra/reposição recorrente para a base PJ (1.563 PJ, §7.1) — captura LTV que hoje escapa para o marketplace. [inferência]
  4. Personalização de aventais como âncora de margem — produto que o marketplace não replica bem (ref. Nike By You, §10.2). Não pode ser comoditizado.
  5. Conteúdo/blog + landing pages por perfil (confeiteiro, barista, chef) como motor de SEO e aquisição orgânica barata.
  6. Captura do tráfego mobile majoritário com checkout e busca pensados para o celular. fonte → §16.3.

6. Insights (leituras não óbvias)

O marketplace é o CRM e a reputação terceirizados

90% das vendas carregam avaliações, confiança e reengajamento que pertencem ao marketplace, não à marca. Migrar exige transferir também esses sinais (prova social, e-mail, recorrência) — não basta ter tráfego. → §2.1 e §3.5.

"Compra por quantidade" é B2B em comportamento

Mesmo sendo consumidor final em cadastro. O que importa não é "portal com preço secreto", e sim faixas de preço visíveis, reposição fácil e ordering ágil — aplicáveis a uma vitrine aberta. Valida a suposição da Fase 01 (Lacuna 7).

A 3ª migração é o maior risco, não nota de rodapé

Perdas de até 30% de tráfego e recuperação de até 3 meses. Combinado à preservação de 5 anos de SEO (§8.2) e ao go-live antes da Black Friday, eleva o mapa de redirects 301 a entregável crítico e bloqueante.

Mobile já ultrapassou o desktop no mercado

Mas a métrica da Casacha ainda mostra desktop relevante (§4.4): base enviesada por PJ antigos. O crescimento futuro (perfil 25–40) virá mobile. Projetar para o mobile é projetar para o cliente que a Casacha quer conquistar.

7. Recomendações (direções para as fases seguintes)

  1. Tratar o mapa de redirecionamentos 301 como pré-requisito de go-live e insumo da Arquitetura (inventário de URLs). Preservar títulos/meta/H1. → Fases 06 e execução.
  2. Desenhar PDP e carrinho em torno da compra por quantidade: campo proeminente, faixas visíveis, recálculo ao vivo, incentivo ao próximo patamar. → Fase 06/07.
  3. Priorizar mobile na navegação, busca e checkout desde a Arquitetura, tratando desktop como derivação. → Fases 06/07.
  4. Prever hubs de SEO orgânico: blog integrado e landing pages por perfil. → Fases 06/07.
  5. Reservar espaço para reposição/recompra e prova social (avaliações, selos). → Fases 06/07 e 05. [inferência]
  6. Posicionar a personalização de aventais como página âncora — diferencial não comoditizável. → Fases 06/07. [inferência apoiada em §6, §10.2]

8. Fontes

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Insumos para as próximas fases: (Fase 03) validar a fraca presença online dos dois nichos e mapear como marketplaces exibem os mesmos produtos; (Fase 05) comportamento B2B de compra por volume e recompra na base PJ; (Fases 06/07) prioridade mobile, arquitetura de SEO (blog + landing por perfil), compra por quantidade na PDP/carrinho, e o mapa de redirects 301 como bloqueante de go-live.